quarta-feira, 21 de março de 2012

Lições Aprendidas


A visita de estudo de 2012-03-19 não só foi inspiradora e enriquecedora como também funcionou como um alerta para as nossas jovens consciências. O contacto com o nosso património edificado e natural despertou em nós o sentido de “identidade.” É lamentável, apesar dos esforços que têm sido encetados, porém, constrangidos pela falta de verbas, ver a nosso património, a nossa história esvair-se-nos por entre os dedos. Mais lamentável é a nossa atitude de desprezo e indiferença perante o galopante processo de deterioração e destruição desta herança. Pode parecer apenas um “monte de calhaus iguais a outros milhares que existem por esse Portugal”, contudo, esquecemo-nos demasiadas vezes que constituem os nossos alicerces (e quais são os melhores alicerces que não os de pedra?).
Conjetura-se na ficção científica, que nas hipotéticas viagens no tempo, que qualquer mínima alteração no passado comprometeria por completo o futuro. Com os “calhaus” acontece mais ou menos a mesma coisa: ao apagar o passado comprometemos a nossa identidade, as singularidades que nos distinguem no mar de povos.
Ao contrário do que querem fazer querer, tal não é inevitável. Nós podemos contornar esse futuro negro que insistem em impor-nos. Nós, jovens, mas também e acima de tudo os adultos, e os idosos que desempenham um papel fulcral neste processo.
Há uns “calhaus” na tua terra do “tempo em que as galinhas tinham dentes”? Não hesites em divulgá-los ao mundo. Põe um vídeo na internet, posta uma foto nas redes socias, passa a palavra. Insiste junto da população para que esse património seja devidamente classificado (se ainda não o é), torna-o a estrela da tua localidade.
Agita! Acredita!

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